Bets adotam no Brasil tecnologia que apontou movimentações suspeitas no caso Paquetá
Empresas associadas ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável usam inteligência artificial e cruzamento de dados para identificar e barrar manipulações de resultados
A CPI das Apostas coloca mais uma vez em evidência ações ilegais e que visam benefício financeiro por meio da manipulação de resultados esportivos. A prática é intensamente combatida pelas Bets associadas ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) que detém 75% do mercado brasileiro de apostas. Essas companhias são multinacionais e atuam em mercados maduros e também com regras rígidas como a Inglaterra, Itália e Espanha. Toda a experiência e soluções tecnológicas adotadas são replicadas no Brasil.
“A integridade do jogo é fundamental e inegociável. As maiores Bets do Brasil, em linha com o que já praticam em outros países, atuam de forma ativa na identificação de possíveis fraudes para coibir esse tipo de comportamento ilegal e imoral. Defendemos e trabalhamos em prol do jogo limpo e o entretenimento saudável”, afirma André Gelfi, diretor-presidente do IBJR.
As movimentações financeiras e de jogo são acompanhadas, e incongruências ligam sinais de alerta para que uma análise mais aprofundada seja realizada. Como exemplo, no caso envolvendo o jogador Paquetá, apostas de grande valor em uma Bet com pouca atuação no Rio de Janeiro gerou este alerta. A própria apostadora deu início à investigação e fez os devidos reportes à Federação Inglesa e demais órgãos competentes.
A mesma tecnologia está presente nas associadas ao IBJR. Com acesso ao IP dos usuários, além das movimentações financeiras, são constantemente avaliadas inconsistências em dados cadastrais, volumes e formas de pagamento, localidade das apostas, tipos de dispositivo, hábitos do jogador e sua capacidade financeira.
As milhares de apostas diárias passam por varreduras por meio da inteligência artificial, que apontam movimentações fora do padrão e que podem configurar algum tipo de manipulação. Nestes casos, o procedimento é de alerta para aprofundamento das investigações e acionamento das autoridades e entidades esportivas.
“Os sistemas, constantemente aperfeiçoados e sempre em linha com as regulações internacionais, são o principal instrumento para proteger o apostador e evitar fraudes que nada tem a ver com o jogo limpo e responsável pelo qual militamos”, explica Gelfi.
A regulamentação das Bets no Brasil também evolui neste quesito. As regras determinam que as empresas façam parte ou se associem a organismos nacionais ou internacionais de monitoramento da integridade esportiva. As companhias associadas ao IBJR atuam em linha com a regulamentação e são membros da International Betting Integrity Association (IBIA), principal entidade global no combate à corrupção nas apostas e proteção da integridade esportiva.
Fundada em 2005, a IBIA atuou em diversos casos de repercussão internacional, além de promover soluções e diretrizes para a integridade das apostas em todo o mundo. Ela monitora as ações nas bancas e fiscaliza apostas cruzadas dos mais diferentes mercados com varreduras de alcance maior do que outras empresas de integridade e monitoramento.