Mensagens nas placas de campo destacam efeitos da proibição e lançam portal com informações sobre o setor regulado
O manifesto das empresas de apostas legalizadas contra a Medida Provisória 1.394/2026 continua em campo. Em nove jogos da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, que acontece nesta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), empresas associadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cedem os espaços publicitários nas placas ao redor do campo para a campanha “Proibir não é proteger”.
Nesta nova fase, as placas trazem quatro blocos de mensagens, sempre com o lema do manifesto:
BLOCO 1
- PROIBIR NÃO É PROTEGER
- NÃO SE MUDA A REGRA NO MEIO DO JOGO
- PROIBIR QUEM SEGUE AS REGRAS FAVORECE QUEM?
BLOCO 2
- PROIBIR NÃO É PROTEGER
- NÃO É SÓ O FUTEBOL QUE PERDE
- QUEM LUCRA COM AS BETS ILEGAIS?
BLOCO 3
- PROIBIR NÃO É PROTEGER
- A DEMANDA NÃO ACABA, APENAS MUDA DE ENDEREÇO
- A QUEM INTERESSA O MERCADO ILEGAL?
BLOCO 4
- PROIBIR NÃO É PROTEGER
- CONHEÇA MAIS SOBRE A REGULAÇÃO DAS APOSTAS: APOSTOQUEVOCENAOSABIA.COM
Por meio da ação, será lançado também o site www.apostoquevocenaosabia.com, no qual o público poderá conhecer as seis proteções que o mercado regulado garante a quem aposta:
- reconhecimento facial para abrir conta e sacar;
- pagamento de impostos com destino às políticas públicas definido em lei;
- restrições à publicidade;
- limites de jogo responsável e autoexclusão;
- bloqueios de acesso de menores de idade e uso do cartão de crédito
- monitoramento contra manipulação de resultados;
- prevenção à lavagem de dinheiro.
Para cada tema, o site explica como a regra funciona na prática e o que o apostador perde quando a regulação deixa de existir. Entre os dados reunidos, está o repasse de R$ 4,53 bilhões em 2025 para áreas definidas em lei, como esporte, segurança pública, educação e saúde. O conteúdo é todo referenciado, com leis, portarias e estudos listados na seção de fontes.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirma: “Por meio do manifesto, mostraremos, mais uma vez, a importância do mercado regulado de apostas tanto para os apostadores quanto para toda a sociedade e que não se mudam regras no meio do jogo. É fundamental dar transparência às contribuições da indústria para o país, inexistentes no mercado ilegal, que, infelizmente, a partir da Medida Provisória, passou a dominar 100% das apostas no Brasil”.
Lemos Jorge acrescentou, ainda, que o manifesto é mais uma iniciativa da indústria no combate aos sites clandestinos. Em agosto, houve o movimento “Todos contra o ilegal”, apoiado pela ANJL, que, além de reunir atletas e artistas conscientizando os apostadores sobre o mercado regulado, lançou um site e perfis nas redes sociais (@todoscontraoilegal) com dados sobre o setor e as regras previstas na legislação.
Carlos Lima, presidente do IBJR, destaca: ““A proibição não faz a procura por bets desaparecer. Ela apenas a empurra para as plataformas ilegais, que não oferecem as garantias e os mecanismos de proteção do mercado regulado. E, quando a norma muda de um dia para o outro, as consequências vão além das empresas: atingem os clubes, os patrocínios e os trabalhadores. As demissões já somam mais de 2 mil pessoas, com impacto direto sobre suas famílias. Essa é a mensagem que queremos passar com a ação: proibir não é proteger. Precisamos de mais fiscalização e de estabilidade, não de uma ruptura que destrói empregos e empurra os apostadores para a clandestinidade.”
Sobre o manifesto
Assinado por ANJL e IBJR ao lado das operadoras licenciadas do Brasil, o manifesto defende que a proibição não acaba com as apostas no país, mas acaba com a proteção de quem aposta. O documento também alerta para o avanço do mercado clandestino, explorado pelo crime organizado para aplicar golpes digitais contra a população mais vulnerável.
ANJL e IBJR reforçam sua preocupação com o endividamento das famílias e com o jogo problemático. Para as entidades, quem tem as melhores condições de enfrentar o problema é um mercado altamente regulado. Por isso, se colocam à disposição para discutir limites de depósito e de tempo, regras mais rígidas de publicidade, cuidado com a saúde mental e mais rigor no combate aos sites ilegais, medidas que não podem ser exigidas de quem opera na clandestinidade. Para elas, proibir não protege o apostador: apenas o empurra para ambientes sem fiscalização.